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Viajar com a família

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O casal Elene e Jander Mesquita é apaixonado por viajar e, mesmo quando os dois filhos eram pequenos, nunca abriu mão de continuar a explorar destinos pelo mundo afora. Gabrielle, de 11 anos, tinha apenas 1 ano quando acompanhou a mãe à Disney, sua primeira viagem internacional. Felipe, hoje com 4 anos, aterrissou na Bahia aos 4 meses, e desde então não parou mais. Todos os anos, a família Mesquita realiza pelo menos uma viagem mais longa, com estada entre 15 e 20 dias. “Sempre procuramos passeios que todos possam fazer juntos, aqueles que só adultos podem ir deixamos de lado”, revela Elene, que atua como consultora de viagens.

De acordo com a turismóloga e professora da Universidade Positivo (UP), Carolina Parolin, não existem lugares aonde a criança não possa ir e, sim, programas inadequados a ela. Por conta disso, planejar o passeio, traçar o roteiro e definir a programação, levando em conta a idade dos pequenos acompanhantes, são tarefas de casa dos pais. “A viagem com criança é direcionada para a criança”, afirma Caroline, que também integra a Exclusive Collection Hotels (ECH), responsável pela avaliação e certificação de hotéis independentes e pousadas no Brasil e no exterior. Isso não significa que a vida noturna dos adultos foi abolida, mas ao se definir os programas há que respeitar e despertar o interesse de toda a família, o que é perfeitamente viável. “Jantares menos tardios, shows e passeios culturais podem se tornar memoráveis e serem lembrados por todos pelo resto da vida”, diz.

Quem sempre postergou aquele passeio cultural, com visitas a museus e a outros pontos históricos, com receio de não agradar os turistas mirins, precisa repensar essa decisão. Dá para trocar as horas em pé nos museus por visitas mais curtas, com intervenções lúdicas dos pais e dos próprios locais, atualmente bem estruturados para receber os visitantes mirins. E o bom senso é imprescindível nessa hora: não dá para entrar em todos os museus, templos e caminhar por horas a fio. Interpretar os sinais que as crianças dão, de acordo com a própria rotina que elas têm, e respeitar os seus limites, são segredos básicos para que todos aproveitem a viagem e se divirtam, ressalta Caroline.

Para o pediatra e homeopata Cícero Alaor Kluppel, a criança tem uma rotina criada em casa que deve, na medida do possível, ser mantida durante a viagem. “Os bebês precisam de paradas mais frequentes para trocar de ambiente e relaxar. Aos oito anos, a criança geralmente curte a viagem e se entretém com a paisagem e com o movimento a sua volta, sem necessitar da intervenção de um adulto. Quando a adolescência se aproxima, a tendência é o isolamento”, diz.

Fique atento

Confira as dicas do pediatra Cícero Alaor Kluppel e da turismóloga Carolina Parolin para quem vai viajar com crianças:

• Certifique-se de que o hotel escolhido aceita crianças. Muitos locais têm essa restrição.

• Verifique se há restaurantes próximos com menu infantil. Reforce essa necessidade previamente com o hotel escolhido e trace um plano B. Um kit próprio com frutas e outros alimentos saudáveis pode ser útil em uma emergência.

• Crianças com mais de 12 anos devem viajar com carteira de identidade ou passaporte. Até os 12 anos, vale a certidão de nascimento, mas apenas em voos domésticos. Os pequenos também precisam de visto para entrar em alguns países e, desacompanhados dos pais, autorização de viagem junto aos órgãos competentes.

• Voos longos exigem escalas. Isso evita a irritabilidade das crianças e as prepara para a adaptação com o fuso horário. Dê preferência aos assentos “confort” e priorize as janelas. De carro, informe-se sobre os pontos de parada antes de pegar a estrada. Mapas e guias de viagem são imprescindíveis se o caminho for desconhecido.

• A bagagem é importante sim. Como há sempre muitos volumes, prepare uma mala menor com vários compartimentos para localizar tudo rapidamente.

• Prepare uma farmacinha e nunca esqueça do analgésico, antitérmico, termômetro e kit para curativos. Mantenha a carteira de vacinação em dia e consulte o pediatra da criança, que poderá indicar medicação mais específica, como para náusea, por exemplo, e vacinas, conforme histórico do paciente e destino.

• Leve objetos de entretenimento. Músicas, filmes e brinquedos ajudam bastante durante os deslocamentos. Mas lembre-se: a leitura pode provocar enjoos.

• Nas paradas escolha alimentos leves e evite comidas mais pesadas e de procedência duvidosa.

Fonte: Gazeta do Povo.

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