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Redes hoteleiras do Paraná vão investir R$ 1,3 bi até 2018

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A estagnação da economia no país não afetou o ritmo de crescimento do setor hoteleiro do estado. As maiores redes paranaenses – Slaviero, Bourbon, Mabu, Deville, Bristol e Harbor – mantêm planos agressivos de expansão e pretendem investir R$ 1,3 bilhão até 2018. Juntas, as operadoras locais devem abrir 50 novos hotéis nos próximos três anos, em empreendimentos já contratados no Paraná, demais estados do Sul, e no Sudeste, sobretudo o interior de São Paulo. O bom momento do mercado e a defasagem estrutural no parque hoteleiro são fatores que estimulam o crescimento dos negócios.

Com investimentos, estado vai ganhar 16 hotéis até 2016

O mercado local também tem se mostrado promissor para novos investimentos em hotelaria. Segundo dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que reúne 26 redes nacionais e internacionais atuantes no país, 16 novos hotéis serão abertos no estado até 2016. Curitiba e Foz do Iguaçu são as principais praças, mas outras cidades médias terão maior oferta de leitos nos próximos anos.

Na capital, pelo menos dez novos empreendimentos devem ser concluídos nos próximos três anos, incluindo bandeiras de rede internacionais, como Accor e Marriot. “É uma oferta alinhada com a demanda da cidade, e que também contribui para uma renovação do mercado local, ainda bastante apoiado em empresas familiares. Essa concorrência vai melhorar o padrão atual de hospedagem”, prevê a consultora Carolina Hass Saro, da Mapie Consultoria, especializada em hotelaria.

A Atlantica Hotels, operadora dos hotéis Four Points by Sheraton, Radisson e Quality, deve abrir no ano que vem a unidade da linha econômica Go Inn em Curitiba, com o mesmo grupo de investidores responsável pelos hotéis que administra por aqui. A empresa mantém a liderança de mercado nos segmentos luxo e midscale, com taxas de ocupação acima da média entre hotéis da cidade, de acordo com dados de outubro.

No interior, a Atlantica assina ainda uma operação em Londrina (Confort Suítes) e outra em lançamento para Maringá. “Há ainda consultas para outras praças, para hotéis de categoria midscale e superior. Para Foz do Iguaçu, por exemplo, temos mais de uma proposta em análise”, adianta o diretor de desenvolvimento da rede, Cristiano Placeres.

Com 21 contratos assinados para empreendimentos no Sul e Sudeste, o Grupo Mabu é um exemplo do otimismo do setor. Nos últimos anos, a rede realinhou o plano estratégico e agora trabalha para fortalecer a marca Mabu Express, de categoria econômica, em cidades com até 200 mil habitantes, com hotéis de 100 a 150 acomodações. O modelo deve atender ao turista de lazer e ao viajante corporativo.

“O projeto desses empreendimentos determina a matriz do produto, tanto em infraestrutura como serviços. Os quartos serão maiores do que o padrão econômico, entre 19 e 22 m², com café da manhã e wi-fi como cortesia, conforme demanda identificada em pesquisa”, explica Wellington Struquel, diretor-executivo da rede Mabu.

O Mabu tem cinco empreendimentos em operação, com a entrada do Mabu Interludium, segunda unidade da rede em Foz do Iguaçu, no próximo dia 20. O salto na linha de expansão da empresa está apoiado no formato condo-hotel, com dois grandes grupos de investidores que dividem os futuros empreendimentos. O modelo de negócio retorna ao mercado depois de ter sido saturado há 20 anos, com o excesso de oferta dos antigos flats. Alguns ajustes nas regras do investimento, como 100% das unidades destinadas à operação hoteleira e o registro das ofertas na Comissão de Valores Mobiliários, deram novo fôlego à modalidade.

Alvo corporativo

Outra rede que aposta no condo-hotel é a Bristol Hotéis e Resorts. Focada no segmento corporativo e com seis empreendimentos novos em desenvolvimento, além de uma ampliação, a empresa busca oportunidades em centros urbanos com bom volume de negócios para operar hotéis de, no mínimo, 80 apartamentos. “Temos muitos polos produtivos com carência de hotelaria de qualidade. Esse é o nosso alvo”, explica Bruno Ferraz, diretor de novos negócios da Bristol.

A escalada de crescimento da rede Bourbon já tem nove empreendimentos contratados até 2017 e a meta é dobrar o número de operações, que hoje somam 14. Para isso, a empresa está atenta ao mercado internacional. Além das operações no Paraguai e Argentina, há negociação em mais cinco projetos no exterior. Outros dez para o mercado interno também estão avançados. “Esses investimentos devem consolidar o posicionamento do grupo na América Latina”, explica Ronaldo Albertino, diretor de desenvolvimento para a região do Bourbon.

Outro modelo

Diferentemente de seus concorrentes, a Deville trabalha com hotéis próprios, como investidora e administradora de suas unidades. E está com os olhos voltados para fora do Paraná. “Hoje trabalhamos com oportunidades de negócios, para aquisições de grandes hotéis, em centros maiores”, explica Jayme Canet Neto, diretor-presidente da empresa. A prospecção para aquisição de operações é uma das saídas para driblar a crise na construção civil, em que os terrenos apropriados para os empreendimentos hoteleiros são raros e caros. Destinos como Brasília, Fortaleza e Belém estão no mapa de interesse da rede.

Slaviero aposta na renovação de parque hoteleiro

O projeto de expansão da rede Slaviero é dobrar de tamanho a cada dois anos. Para cumprir a meta, a empresa aposta na renovação do parque hoteleiro nacional, hoje sucateado, com hotéis antigos, caros e, ainda assim, com ocupação elevada.

Apesar de registrar queda nos últimos dois anos, a taxa de ocupação média no país é de 65%, de acordo com dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), que reúne 26 redes nacionais e internacionais.

“Essa atualização de infraestrutura hoteleira é urgente. Além dos nove empreendimentos em processo de abertura, temos outros 15 em desenvolvimento, cinco deles em fase final de contratação. Estamos atentos ao aumento da concorrência para não saturar a oferta onde a demanda não tem potencial para crescer”, diz Eraldo Santanna, diretor de expansão da Slaviero.

Essa é a preocupação da Rede Harbor de Hotéis. Com 14 unidades em operação, duas em construção e outras três já contratadas para 2015, a empresa pretende chegar a 20 hotéis. Mas está atenta aos efeitos da concorrência no mercado. “A entrada de um novo hotel em uma cidade significa dividir mercado, reduzir tarifas e, por consequência, faturamento, contudo inviabilizando os hotéis desatualizados”, diz o diretor Leonel Pereira.

Manutenção

As operadoras também investem na renovação dos produtos em operação. Na Slaviero, parte do faturamento anual, entre 2% e 5%, é aplicada na revitalização dos hotéis instalados, todos os anos. Isso ajuda a amenizar investimentos robustos em reformas mais complexas.

Fonte: Gazeta do Povo.

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